Sunday, September 28, 2008

Horizontes V

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Sentimentos, de vaga em vaga, às praias de Deus.

Coração pulsátil, inquieto, anelante,

lançarias tu, oh!, tal diástole, de tão branca espuma,

se não fora o rochedo, antigo e silencioso,
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onde fios de sangue desenham, cá no fundo,

sofrida, tão púrpura sístole?


Ai!, esta bondade que se dá!,

esta verdade que se expõe!,

este bem que se deseja!...


A beleza do meu Amor cobre e integra o mundo inteiro,

aspirando-me, rumo a Si.

Ela esplende, e encanta-me,

e eu consinto, e expiro,

e deixo ao vento o murmúrio deste sofrimento.




***



Fontes de inspiração: Friedrich Hölderlin, Hipérion ou o Eremita da Grécia, Assírio e Alvim, Lisboa, 1997; Josef Piper, Que é Filosofar?, Edições Loyola, São Paulo, 2007; Paul Gilbert, A Paciência de Ser - Metafísica, Edições Loyola, São Paulo, 2005.



5 comments:

Nitrox said...

Venho deixar uma mensagem para a Berenice.

Provavelmente já não se lembrará mas o livro que pretendia publicar está finalmente concluído. Apenas falta definir qual a editora ou se será uma produção independente e imprimi-lo. Assim finalmente será publicado o poema que tão gentilmente me cedeu para servir de abertura ao livro.

Renovo os agradecimentos e desejo uma boa semana.

nana said...

e o vento mo re-entrega
em asas de caídas folhas



..

Eridanus said...

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oh nana!,
é um vento de outono,
são folhas caídas,
avermelhadas de paixão,
ei-las!,
que se tingem de castanho,
mostrando ao fogo do verão o destino do braseiro,
aos amantes o caminho do inverno.
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é o tempo!

PSR J1748-2446ad said...

gostei bastante. parabens.

Liliana said...

Olá,

venho deixar-lhe uma quadra que deixei noutro coment, mas que se ajusta aqui igualmente :

O poeta só intui,
antes que possa provar,
o campo que por si flui,
como um rio intui o mar.


Um abraço