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Sentimentos, de vaga em vaga, às praias de Deus.
Coração pulsátil, inquieto, anelante,
lançarias tu, oh!, tal diástole, de tão branca espuma,
se não fora o rochedo, antigo e silencioso,
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onde fios de sangue desenham, cá no fundo,
sofrida, tão púrpura sístole?
Ai!, esta bondade que se dá!,
esta verdade que se expõe!,
este bem que se deseja!...
A beleza do meu Amor cobre e integra o mundo inteiro,
aspirando-me, rumo a Si.
Ela esplende, e encanta-me,
e eu consinto, e expiro,
e deixo ao vento o murmúrio deste sofrimento.
***
Fontes de inspiração: Friedrich Hölderlin, Hipérion ou o Eremita da Grécia, Assírio e Alvim, Lisboa, 1997; Josef Piper, Que é Filosofar?, Edições Loyola, São Paulo, 2007; Paul Gilbert, A Paciência de Ser - Metafísica, Edições Loyola, São Paulo, 2005.
5 comments:
Venho deixar uma mensagem para a Berenice.
Provavelmente já não se lembrará mas o livro que pretendia publicar está finalmente concluído. Apenas falta definir qual a editora ou se será uma produção independente e imprimi-lo. Assim finalmente será publicado o poema que tão gentilmente me cedeu para servir de abertura ao livro.
Renovo os agradecimentos e desejo uma boa semana.
e o vento mo re-entrega
em asas de caídas folhas
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oh nana!,
é um vento de outono,
são folhas caídas,
avermelhadas de paixão,
ei-las!,
que se tingem de castanho,
mostrando ao fogo do verão o destino do braseiro,
aos amantes o caminho do inverno.
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é o tempo!
gostei bastante. parabens.
Olá,
venho deixar-lhe uma quadra que deixei noutro coment, mas que se ajusta aqui igualmente :
O poeta só intui,
antes que possa provar,
o campo que por si flui,
como um rio intui o mar.
Um abraço
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